O processo educativo se faz através da escuta e do diálogo. Deve ser como uma ponte onde todos os envolvidos possam caminhar. Ir e vir na busca da solução dos problemas da escola e de seu entorno. A comunidade deve estar envolvida e neste caso a experiência mostra que a participação dela é importantíssima para saltos qualitativos. Neste contexto a arte tem se mostrado eficaz não apenas pela apropriação do aluno no processo educativo e na absorção de novos conhecimentos, mas, sobretudo, nas mudanças significativas da comunidade.
No entanto o que se observa nas escolas é uma completa descrença nas disciplinas tanto de literatura como de artes visuais. Existe um pré-conceito – incorporado até mesmo por uma parcela de professores destas duas matérias – de que o seu ensino tem menos importância do que outras disciplinas. Nesta perspectiva o aluno é considerado uma folha em branco incapaz de questionamentos e da produção de algo novo.
O projeto ”E se eu fosse o autor...” foi elaborado para preencher esta lacuna deixada pelas escolas, acreditando na potencialidade da criança e também como protagonista do processo educativo. Além de oferecer um ambiente de diálogo e de escuta entre a instituição, oficineiros e a criança, as oficinas de literatura e artes visuais apresentam-se envolventes numa busca de se desvincular das aulas obrigatórias oferecida nas escolas. Nas oficinas exploram-se todas as possibilidades de uso de leituras de imagens e culturas diferentes, das novas tecnologias e experiência do aluno.